domingo, 15 de julho de 2018

O maior vate campeiro do Rio Grande do Sul

Eu tinha um livro de poesias do Raul Sotero de Souza intitulado “Desperta Rio Grande”, prosa e verso, que foi publicado em 1962 pela Editora Pallotti, de Santa Maria. Quando de uma exposição de livros de autores de São Gabriel, eu o emprestei ao saudoso amigo Nolan Scipioni, na época secretário municipal de Turismo.

E deve ter ficado lá na Biblioteca Municipal até hoje. E pelo tempo que faz, não vou mais busca-lo, fica como doação ao nosso estabelecimento cultural.

Na verdade eu tinha dúvidas se Raul Sotero de Souza era mesmo filho de São Gabriel. Segundo o pesquisador e historiador rosariense, Jorge Telles de Oliveira, hoje radicado em Santa Maria, ele teria nascido em Lavras do Sul.

Mas como sempre fazia, recorri ao “amigo-amigo” o saudoso historiador Osório Santana Figueiredo, em quem confiava integralmente. E a dúvida foi dissipada. Ele nasceu na Palma, município de São Gabriel, em 4 de março de 1895 e faleceu em Santa Maria, no dia 21 de novembro de 1972, aos 77 anos.

Seu Osório me contou que conheceu pessoalmente o tradicionalista, tendo inclusive revisado um de seus livros. Raul era muito amigo do pai do historiador, o que propiciou uma convivência mais próxima entre eles.

Na ótica de seu Osório, Raul Sotero de Souza foi o maior vate campeiro que conheceu. Era um gaúdério. Não tinha paradeiro. Falavam que ele tinha um filho que, no entanto, o historiador não pode descobrir.

Nem tem certeza se ele foi casado, mas que teve várias mulheres é fato indiscutível. Sabe-se que um advogado de São Borja, de nome Israel está escrevendo a biografia de Raul. Tentei contato com ele mas não consegui.

NÃO TINHA PARADEIRO

Na verdade Raul não costumava parar em um lugar só. Além de poeta era também trovador repentista e gaiteiro, sendo comum vê-lo pelas emissoras de rádio de Santa Maria e cidades vizinhas, como Jaguari, São Vicente, Mata, São Pedro do Sul e outras.

Sei também que Raul escreveu mais um livro, “Inspiração de um gaúcho”, com versos regionalistas e o “ABC sobre pelos de cavalos”, precedido de uma explicação em verso, para o senhor Alfredo Faria:

Senhor Alfredo Faria,/para seu lado vou eu/em busca de um cavalinho/que o senhor me prometeu,/ e pelo tempo que faz/decerto já se esqueceu.

E como promessa é dívida/o senhor tenha paciência;/mas peço me desculpar/eu estar com exigência,/pois dizem que Deus ajuda/a quem faz a diligência.

Assim lhe mando estes versos/para não mais esquecer,/que neles também lhe peço/pensar o que vai fazer./Em prova de gratidão/vou mandar-lhe um ABC.

No ABC que lhe mando,/nas mesmas letras declaro,/em qualquer qüera não ando:/o meu gosto é muito raro./Mas dos pelos que eu explico,/Aceito, creia, meu caro.

Alazão é pelo lindo!/se eu pudesse merecer/por ser a primeira letra/deste mimoso ABC./Baio também me agrada,/se vós quiser me dar./Se não tiver por quem mandar,/eu mesmo vou lá buscar.

Colorado, gosto muito/por ser um pelo decente;/mesmo rosilho prateado/me deixaria contente./Doradilho também serve;/é pelo que já gostei./também num zaino bragado/muita carreira ganhei.

Entrepelado, que lindo/por ser um pelo esquisito;/eu aceitava me rindo/porque sempre achei bonito./Fazendo os versos que mando,/talvez tenha algum engano:/estava agora pensando/que pode ser um tubiano.

Gateado é pelo bem maula,/mas não quero pra carreira;/dá pra defender a pátria,/pra salvação da bandeira.

Há! Que saudade que tenho/do meu rosilho tostado!/De rédea, era uma balança!/Cortava por qualquer lado./Escuro, me dá saudades/do tempo de minha infância:/era o que mais eu zelava,/era o melhor lá da estância.

Já que trato deste assunto,/desejo sair servido:/mesmo azulejo ou bragado,/não tenho o tempo perdido./Cavalo branco é azar,/para os dias de trovoada:/como sou muito devoto,/não tenho má fé de nada.

Lobuno na cancha é maula,/mas no rodeio já presta./Se assim ganhar, me contento:/este consolo me resta./Mouro é sempre garantido/num pelado de rodeio./Também overo rosado/é pelo que não odeio.

No que receba estes versos/feitos de tão boa fé,/deveis lembrar que um gaúcho/é triste viver a pé./Oh! Que saudades que tenho/de um malacara que eu tinha,/das quatro patinhas brancas,/presente de uma madrinha.

Picaço é pelo macaco/de cavalo caborteiro;/mas se ganhar, me contento,/por não me custar dinheiro./Que estes versos vão cair/nas mãos de muito boa gente,/que um pingo dado de gosto/quem ganha fica contente.

Ruano é pelo de gosto/por ele tenho paixão;/para apartar um rodeio/num dia de marcação./Salino é pelo mui raro/que só por sorte da gente;/overo-chita e bragado/se ganho fico contente.

Tordilho no rio é peixe;/tostado é bom mas não tanto;/pampa de todos os pelos/também me serve, garanto.

Uma história bem escrita/a um homem de educação,/dá pra avaliar os poderes/da força da inclinação./Vermelho de campo é um raio;/melado é fraco e traiçoeiro;/mas este mesmo eu aceito/por não me custar dinheiro.

Xará, só mesmo um acaso,/ou por ventura no mundo,/somente o pelo é remisso/que não alisa um segundo./Zaino, vai por despedida,/com ele termino os versos;/que não se esqueça de mim/mais uma vez eu lhe peço.

QUEM ERA ALFREDO FARIA

Pedi socorro ao historiador Osório Santana Figueiredo, sobre quem era o senhor Alfredo Faria. E como sempre, solicito, me informou o seguinte:

Caro Nilo. Conheci. Era um dos mais ricos estancieiros de São Gabriel. Proprietário da “Estância do Céu”, “Estância do Batovi” e “Estancia Santa Delaide”. Foi prefeito nomeado de São Gabriel, em 1936/1937.

Os seus vencimentos de prefeito mandava que depositassem na conta da Santa Casa de Caridade. Tinha dinheiro demais. Era conhecido como o homem que não gostava que cobrassem as dívidas.

Por essa razão o ferreiro Edmundo Vasconcelos, que recebia muito serviço do estancieiro e conhecedor de suas manias, sempre ao ser perguntado quanto lhe era devido, respondia que não era nada.

Depois, mandava-lhe um bilhete pedindo certa importância em dinheiro, quase sempre além dos valores do serviço realizado. O seu Alfredo, sem reclamar, mandava o dinheiro. Era assim que ele gostava.

Certa ocasião o ferreiro Edmundo recebeu de presente do estancieiro uma potranca, mas nunca foi buscá-la. O seu Alfredo cuidou do animal que deu várias crias e formou uma manada, que segundo ele era de propriedade do ferreiro.

Se achando doente, o seu Alfredo viajou para Porto Alegre, mas antes entregou-lhe o seu Jeep, dizendo: “É um presente para ti Edmundo. Vou para Porto Alegre e não volto, meu caso é muito sério”. Era um homem de bom coração, prova disso que os seus capatazes e posteiros das estâncias eram donos de grandes pontas de gado.

Alfredo Faria era sogro de Raul Southall, a quem deixou as estâncias “Do Céu” e “Santa Delaide”, mais a casa na cidade. A do “Batovi”, a maior ficou com a outra filha casada com o coronel Saldanha, do Exército.
                      
Mal o sogro morreu, Raul foi à casa do seu Edmundo e requisitou o Jeep e negou-lhe os cavalos que ele tinha na “Estância do Batovi”, dizendo: “Lá hoste non tiene nadia”.

Seu Edmundo nada reclamou. E a gente que trabalhava para o Alfredo Farias, foi toda posta para a rua. Mas o destino muitas vezes dá o troco: Raul Southal, antes de morrer ficou 10 anos paralítico, sentado numa cadeira de rodas, apenas olhando para a rua.

EM MEMÓRIA DE TALCO CARDOSO

Outros versos de Raul Sotero de Souza que ficaram bastante conhecidos foram feitos em memória de “Talco Cardoso”, famoso bandoleiro de São Gabriel.

Na época em que apareceu essa décima (literatura de cordel), era muito usada no Nordeste. Aqui no Sul era bastante disputada e vendida nos trens de passageiros. A coisa ainda estava meio complicada, estavam muito verdes e marcadas as estrepolias de “Talco” e de seus matreiros.

Raul Sotero também era compositor musical. Teve vários parceiros, entre eles “Cerejinha”, com quem compôs as músicas “Saudade da minha terra” e “Adeus Alegrete”.

Ivory Gomes de Mello, o “Cerejinha” foi músico e radialista gaúcho, chamado de “Cardeal de Ouro”. Além da parceria com Raul Sotero de Souza, foi autor de outras músicas de sucesso como “Briga de Casal” e “Como é Lindo o Meu Rio Grande”, entre outras.

Foi autor de expressões muito usadas, como "Tá na hora do traçudo véio!", sempre que ia comunicar o primeiro prêmio da loteria; "Minha cumadre véia, tchau! Meu cumpadre véio, tchau! Vamo tramelá as porta do ranchinho", cada vez que se despedia no seu programa diário. Sem dúvida foi um verdadeiro ícone da cultura santamariense.

Raul Sotero participou, como trovador repentista, no programa “Grande Rodeio Coringa”, que era levado ao ar nos domingos a noite pela Rádio Farroupilha, de Porto Alegre, apresentado pelos tradicionalistas Darcy Fagundes e Luiz Menezes.

Era o tempo áureo do rádio. Não havia televisão. Acho até que era bem melhor, pois não convivíamos com trastes do tipo “Gugu”, “Ratinho” e “Faustão”, entre outros.

No programa desfilavam muitos excelentes repentistas como Inácio Cardoso, Teréco Oliveira, Genésio Barreto, Luiz Müller, Portela Delavi, Garoto de Ouro, Preto Limão, Teixeirinha e Gildo de Freitas.

Eu lembro que lá em casa, na cidade de Dom Pedrito, onde nasci, meus saudosos pais não deixavam de ouvir o programa. Sentados na sala, ao lado do velho rádio de válvulas, acompanhavam atentamente o desfilar de atrações do tradicionalismo gaúcho.

Darcy Fagundes nasceu em 1925, em Uruguaiana, e era o primogênito de uma família de 11 irmãos, entre eles, o saudoso apresentador Antônio Augusto Fagundes, o “Nico”.

A partir do programa, Darcy ficou conhecido pela alcunha de "o gaúcho vaqueano do rádio", slogan criado por ele mesmo. Apresentou também o programa dominical “Invernada Gaúcha”, na TVE/RS, e “Madrugada Gaúcha”, na Rádio Gaúcha.

Faleceu em 22 de junho de 1984, vitimado pelo câncer, sendo até hoje lembrado como um grande incentivador e cultivador da música e da cultura rio-grandense.

Já Luís Menezes, o parceiro de Darci Fagundes, era filho de Quaraí, onde nasceu em 20 de maio de 1922. Era folclorista, compositor, radialista e cantor e autor de vários clássicos regionalistas gaúchos.

Exerceu suas atividades na Rádio Gaúcha, Rádio Farroupilha e Rádio Difusora. Também apresentou programas de televisão na TV Piratini e TV Bandeirantes.

Em 1954 fez sua festejada canção “Piazito Carreteiro”, que trazia uma nova maneira para interpretar a música regional gauchesca.

TRIO GAÚCHO

Raul Sotero de Souza também fez parte do “Trio Gaúcho”, ao lado de Chiquinho da Vila e Gildo de Freitas. Existem referências a Raul, no livro “Gildo de Freitas” de Juarez Fonseca.

Raul teria ido ao Bairro Niterói, em Canoas, falar com dona Carminha, esposa de Gildo, que há muito não vinha em casa e nem mandava notícias.

E Raul disse a ela que era ele quem mandava dinheiro para o sustento da casa. Quando dos shows do Gildo, ele sempre tirava um pouco e mandava para ela. E ao mesmo tempo avisou que o Gildo fora embora para outro lugar, e não sabia mais notícias dele, e por isso teria de parar com a ajuda.

Leovegildo José de Freitas, ou simplesmente Gildo de Freitas era natural de Porto Alegre, onde nasceu no Bairro Passo da Areia, no dia 19 de junho de 1919. Faleceu também em Porto Alegre, no dia 4 de dezembro de 1982.

Possuía um estilo muito próximo ao do também tradicionalista “Teixeirinha”, com quem, apesar de algumas divergências, por várias vezes fez parcerias e rivalizava em popularidade.

Dia 4 de dezembro que também foi a data da morte de “Teixeirinha” em 1985, foi declarado pela Assembléia legislativa do Rio Grande do Sul, através de projeto aprovado em 1989 de autoria do deputado Joaquim Moncks, como o “Dia do Poeta repentista Gaúcho” e do Artista Regional Gaúcho”.

TROFÉU RAUL SOTERO

No festival de música nativista “1º Flete da Canção Gaúcha”, que é realizado no vizinho município de Santa Margarida do Sul, foi criado, em homenagem ao poeta e trovador, o “Troféu Raul Sotero”, para a modalidade de melhor intérprete de música do festival.

São Gabriel sempre teve grandes trovadores, como o saudoso Adão Brasil dos Santos, o “Canário Alegre”, que era conhecido em todo o Estado.

Também, Marcelino Medeiros Rios, popularmente conhecido como “Lenço Azul”, falecido em julho de 2015. Era policial militar aposentado e funcionário do Forum e conhecido na arte da trova, através do auge dos programas de auditório, com destaques para o “Rodeio Coringa”, na Rádio Farroupilha, de Porto Alegre e “Inverno no Galpão”, na Rádio São Gabriel.

Lembro que ele morava na Vila Maria e sua casa era um verdadeiro “Museu da Tradição”, tantos os objetos gauchescos que colecionava.

E mais recentemente José Macedo, o “Macedinho”, cantor, trovador, gaiteiro e compositor. Sei que tivemos e ainda temos trovadores da melhor estirpe, que não os cito por lapsos de memória ou por não conhecê-los, pois já faz muito tempo que sai de São Gabriel. Mas homenageio a todos. (Pesquisa: Nilo Dias - Matéria publicada no jornal "O Fato", de São Gabriel, edição de 11 de julho de 2018))


sexta-feira, 6 de julho de 2018

Minha memória

Algumas fotos de momentos que foram marcantes em minha vida (Nilo Dias, operador do blog), e de amigos e colegas de trabalho que me acompanharam nesta longa jornada nas quadras, gramados, redações de jornais e microfones.

Esta foto é da década de 1950, quando eu era aluno interno do Colégio Santa Maria, em Santa Maria (RS). Eu sou o sétimo jogador do time que está agachado, contando da esquerda para a direita.

Esse era um dos times da Divisão Sub-Médios do Colégio Santa Maria, em Santa Maria (RS), nos meus tempos de internato, na década de 1950. Eu sou o último agachado, a contar da esquerda para a direita.

Esta foto tem mais de 40 anos e foi publicada no jornal "Diário Popular", de Pelotas (RS). É o time de futebol de salão da Rádio Pelotense. Em pé: Deogar Soares (falecido) - Wolney Castro - Eu, Nilo Dias - ??? e ??? - Agachados: Benito Amato - José Carlos Sica - Amir Curi e o saudoso grande técnico de futebol, Paulo de Sousa Lobo, o "Galego". É foto histórica, para guardar com carinho.

Esta foto é de 9 de dezembro de 1979. É a equipe de futsal da TV Rio Grande, campeã do "Torneio Luiz Perrone Pereira". De pé: Perrone - Ronaldo (ex-goleiro do Caxias) - Cupim - Soares - Gustavo - Valdir e Guilherme. Agachados: Nilo Dias - Neide - Valdir - Ricardo e Jesus.

Time de futsal do Rio-Grandense, de Rio Grande (RS), ao início da década de 1980. Eu sou o quinto, de pé, a contar da esquerda.

Esta foto é da década de 1980. Foi durante o Campeonato Estadual de Futebol de Salão, disputado na cidade de Santa Rosa (RS). Lembro que o campeão foi o La Salle, de Canoas. Membros da imprensa de Santa Rosa enfrentaram uma equipe da imprensa de outras cidades. 

De pé: o sexto da esquerda para a direita é o narrador de futebol Gley Santana, na época da Rádio Cultura Riograndina e o sétimo é o saudoso José Adão, o querido Lápis, que era repórter da Rádio Minuano, também de Rio Grande. O último é Ney Amado Costa, que além de comentarista da Rádio Cultura Riograndina treinava o Ipiranga, representante de Rio Grande na competição. 

Eu sou o sexto agachado, a contar da esquerda para a direita. Era comentarista e narrador da Rádio Cultura Riograndina.

Equipe de futebol de salão da Rádio Batovi, de São Gabriel (RS). Eu sou o segundo agachado, a contar da esquerda para a direita. A foto é da década de 1990.

Time da S.E.R. São Gabriel, de São Gabriel (RS), num jogo contra o Juventude, de Caxias do Sul, em 1998. Eu era o presidente do clube e estou com as mãos no bolso. Ao meu lado, o diretor de futebol de então, amigo José Lucca.

Esta foto é da década de 1960 e foi tirada no ginásio do E.C. Cruzeiro, em Pelotas (RS). Eu (de casaco preto) era diretor de futebol de salão do G.A. Farroupilha. Ao centro o saudoso Antônio Freitas, o popular "Fervido", recebendo o troféu pela conquista de um torneio contra o Paulista F.C.

Eu e o ex-jogador salonista Douglas, campeão mundial pelo Brasil.

Em julho de 2008 o zagueiro e capitão da Seleção Brasileira, Lúcio, esteve em Sobradinho (DF), onde eu moro e também sua mãe, dona Maria. Aproveitei a visita para tirar mais uma foto ao seu lado.

 Esta foto em que estou ao lado do zagueiro e capitão da Seleção Brasileira, Lúcio, é de 2002, logo após a conquista do penta campeonato mundial. A foto foi tirada no estádio Augustinho Lima, em Sobradinho (DF), onde moram os familiares do jogador.

Eu e Ortiz, grande craque do salonismo brasileiro.

Eu e Zanetti, ex-técnico da Seleção Brasileira de Futsal.

Esta foto eu tirei em 2007, quando estive em São Gabriel (RS) e visitei o amigo João Nunes,o popular "Muquica", grande craque do passado, vestindo a camisa do G.E. Gabrielense, por quem foi campeão da Região Centro do Rio Grande do Sul, em 1954.

Eu e Emídio Perondi, ex-presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), em 1999.

Reunião em Bagé na década de 1990, para definir fórmula para o campeonato gaúcho da segunda divisão. Eu era presidente da S.E.R. São Gabriel e vestia camisa roxa na ocasião.

domingo, 1 de julho de 2018

Da lente de Magro Borin

Casa de pedra no interior do município.


Árvore furada em Catuçaba.

Casa de barro no Batovi.

Queda d'água na divisa de São Gabriel com Santa Margarida.

Velha carroça em merecido descanso à sombra do arvoredo.

Enchente no rio Vacacai.

Sanga da bica.

Curso d'água sobre pedras no interior do município.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Imagens da terra

Fotos de Maristel Fontoura, copiadas da página do Abrigo Espirita Manuel Viana de Carvalho, no Facebook.

Antigo "Calçadão" de São Gabriel. Dá uma saudade...

Aeroporto da cidade.

Prédio onde funcionou o antigo Foro de São Gabriel.

Câmara de Vereadores.

Inverno no Bairro Bonfim.

Vagão abandonado no recinto da antiga Estação Ferroviária.

Vista panorâmica da cidade em 2010.

Praça Doutor Fernando Abbott, com destaque para o prédio da Igreja Matriz.

Prédio da Prefeitura Municipal de São Gabriel.

Tanque militar frente o Museu da FEB.


Vista aérea da Avenida Duque de Caxias, no centro de São Gabriel.

Linda foto do Arcanjo Gabriel à noite.

Rio Vacacaí visto da ponte sobre a BR-290.

Sobre a ponte do rio Vacacaí
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sábado, 23 de junho de 2018

Um carro magnífico

Em 1930, uma loja de venda de carros em São Gabriel exibia para venda esse estupendo Ford conversível. Pena que não se tenha maiores detalhes, como por exemplo quem eram o motorista e o passageiro. (Foto: Pratti)

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Alcides Maya em visita a Cachoeira do Sul

No dia 4 de fevereiro de 1918, o notável escritor gabrielense, Alcides Maya, a exemplo de Coelho Neto, em 1907, e Olavo Bilac, em 1916, fez uma apresentação pública em Cachoeira do Sul, deleitando os apreciadores da literatura. 

O local da apresentação foi o Clube Renascença que se localizava na rua Sete de Setembro, ocupando o prédio cuja fachada existe até hoje e ficou conhecido como sede da União de Moços Católicos.

Alcides Castilho Maya (1878-1944) deixou obra literária marcadamente regionalista, pois abordava temas ligados à campanha do Rio Grande do Sul, ressaltando usos e costumes e chamando a atenção para o êxodo rural e as suas consequências sociais, econômicas e culturais. Dentre as obras, destaque para "Ruínas Vivas", "Tapera" e "Alma Bárbara".

Quando visitou Cachoeira, Alcides Maya já era membro da Academia Brasileira de Letras, onde ingressou em 1913, sendo o primeiro gaúcho a ocupar cadeira naquela instituição.

O ano de 1918 também marcou sua entrada na Câmara dos Deputados como representante do Rio Grande do Sul. A atuação durante o mandato como deputado foi voltada para a educação e a cultura. Alcides Maya dirigiu o Arquivo Público do Estado e o Museu Júlio de Castilhos. Fonte e foto: Blog "A História de Cachoeira do Sul)

Clube Renascença, recebeu o gabrielense Alcides Maya.

domingo, 17 de junho de 2018

Desfile de banda

Desfile de banda em 1949. Pena que não se tenha maiores informações sobre o evento. (Foto: Pratti)

sábado, 16 de junho de 2018

O Castelo de Assis Brasil

Esta foto é o que se pode chamar de uma verdadeira relíquia. É de 1910, e mostra as obras de construção do Castelo de Pedras Altas, a casa do grande gabrielense Assis Brasil. (Foto: Pratti)

sexta-feira, 15 de junho de 2018

O que esperar do Brasil na Copa?

Estamos batendo as portas de mais uma Copa do Mundo. Novas expectativas, esperanças renovadas. Se bem que aqueles 7 X 1 não nos sai do pensamento. Estamos confiantes, mas também receosos. Um pé na frente, outro atrás.

Se bem que o técnico Tite nos pareça ser um verdadeiro santo milagroso. Transformou um arremedo de time, numa seleção bonita de se ver jogar. Futebol pra frente, não acovardado.

Pena que não haja unanimidade em torno do Brasil nessa Copa. Tem quem não queira ver o nosso país ganhando mais um troféu. Resultado das divisões políticas, das camisas amarelas na rua, que em vez de unir, desuniram.

Como diz o ditado, “a voz de Deus é a voz do povo”, o jornal “O Fato” procurou ouvir a opinião de gabrielenses, sobre o que esperam do Brasil na Copa do Mundo. O resultado está aqui. (Nilo Dias)


CARMEN LÚCIA EVANGELHO LOPES

Economista, doutora em sociologia e amante do samba e da cultura popular.


E a Copa de Mundo de 2018?

Estamos vivendo os preparativos para enfrentar as angustias e ansiedades que os jogos das Copas sempre geram no nosso país ... é o momento de encontrar grupos de curiosos, torcedores fanáticos ou não, que sem tempo ou condições de chegar a um local mais confortável, assistem aos jogos, de pé na frente de televisões expostas nos estabelecimentos comerciais; tempos das ruas enfeitadas de verde e amarelo; das coberturas antecipadas nas redes de TV sobre as curiosidades do país sede do maior evento mundial de futebol. 

Futebol e política se misturam desde a Copa de 1934, quando a Itália de Mussolini ficou com o título debaixo de uma massiva propaganda fascista, com a presença do “Duce” na Tribuna e a ameaça aos jogadores se não ganhassem a Copa: ”Vitória ou Morte!”

Desde então, em maior ou menor grau o futebol e a política andam de mãos dadas.

Não sou especialista nem em política nem em futebol. Mas, como cidadã antenada com a vida social e econômica do país, eu observo (e as vezes me posiciono) as diferentes opiniões do conjunto de torcedores.

A “Pátria de Chuteiras” parece que existe mesmo quando a seleção entra em campo. As divergências políticas se encobrem e torcemos todos pelo Brasil.

Mas, um olhar um pouco mais observador, nos mostra debates interessantes que associam a relação dos três últimos países-sedes da Copa (África do Sul-2010; Brasil-2014 e Russia-2018), com uma quebra do eixo Europa-EUA nos grandes eventos esportivos. O que significa o deslocamento expressivo da aplicação dos investimentos atrelados ao mundo do esporte.

Um outro elemento importante para considerarmos é a composição da atual seleção escolhida pelo técnico Tite: dos 23 jogadores, 22 são provenientes do eixo Centro-Sul ( 4-RJ, 9-SP, 1-SC, 2-MG, 2-PR, 4-RS) e um único representante da região nordeste (AL).

As regiões Norte e Centro Oeste não forneceram nenhum jogador. Do ponto de vista sócio econômico, a maioria dos jogadores são oriundos de região metropolitana dos grandes centros das regiões Sul e Sudeste, de bairros com altos índices de criminalidade e baixos indicadores sociais ou de municípios distantes da capital, sem infraestrutura adequada.

A maioria é de família de trabalhadores braçais, com baixa escolaridade e o futebol propiciou uma melhoria significativa do nível de vida.

Por fim, um outro ponto interessante é a discussão se a vitória do Brasil pode ser ou não faturada pelo governo. Lembro, imediatamente, da Copa de 70 em pleno governo Médici, do “Prá Frente Brasil”.

Erguemos a “Taça Jules Rimet!” pelo tricampeonato. Mas, em termos de direitos individuais e sociais enfrentávamos, historicamente, um dos nossos piores períodos. E, no último minuto para inicio do primeiro jogo os brasileiros torciam pela Seleção embora o governo não fosse consenso.

No momento em que enfrentamos uma crise social tão forte, com 14 milhões de desempregados, como devemos analisar a Copa de 2018?

JORGE BALTAR

Locutor Esportivo da Rádio Gazeta, de Santa Cruz do Sul


Tite, um estrategista

Um dos grandes trunfos do técnico Tite é a variação tática. Tite o Adenor Bachi que conheci na Rádio Caxias em 1998 como comentarista, é um apaixonado pelo sistema tático de envolvimento, de chegada, de aproximação das linhas.

Como foi que Tite conseguiu fazer o Brasil jogar, mesmo fazendo poucas trocas daquele time que levou 7 X 1 da Alemanha? Primeiro trabalhando o psicológico dos jogadores, depois definindo posições e atribuições dentro de campo.

O técnico conhecido por ser disciplinador, mas amigo dos jogadores, conseguiu a chamada “Consciência Tática”, onde todos marcam e tem as suas funções bem definidas, sem ter função.

Eu explico, não quer dizer que Neymar porque é atacante, não precise fechar o lado e até pelo meio, quando não está com a bola. O mesmo valendo para Philippe Coutinho, Willian e até para o Renato Augusto, quando este entra como titular.

O time de Tite é hoje um time surpreendente a cada jogo, mas com um futebol competitivo e solidário, o que nunca aconteceu com as equipes de Felipão, Mano Menezes e Dunga.

Ser competitivo, não tirou o brilho do futebol de Marcelo, Daniel Alves e Neymar. O segundo, lesionado irá fazer muita falta. Mas em termos de time compactado, com a chamada marcação alta, Casemiro e Paulinho, sabem fazer isso muito bem.

A equipe do Brasil, no meu entendimento, tem sim condições de buscar o “hexa”. No sistema defensivo, a Seleção Brasileira, nos parece mais equilibrada justamente por ter neste setor, jogadores que se completam em termos de cobertura e de saída rápida de bola.

Esta seleção Brasileira do Tite é, na minha visão, uma seleção igual às demais europeias com o acréscimo de qualidade técnica que todo o jogador brasileiro tem, com o improviso que é no meu entendimento o grande diferencial ainda do futebol brasileiro.

Tenho esperanças de um futebol bem jogado, e com o professor, sabendo explicar, o que é flutuar entre as linhas, a compactação e a variação tática que ele Tite impõe aos seus comandados.

O que fez com que Adenor Bachi fosse parar na seleção Brasileira, e fizesse a grande campanha nas eliminatórias, e nos desse esperanças na terra de Putin.

Que venha o “hexa”, com um futebol vistoso e brilhante, para cada vez mais ver renascer nos campos russos, o futebol que outrora encantou o mundo.

CERES FÉLIX

Administradora de empresas


O que eu espero do Brasil na Copa.

Eis que abro o Messenger enquanto assisto ao noticiário e me deparo com o convite do amigo Nilo Dias para escrever sobre “o que eu espero do Brasil na Copa”.

Boa pergunta, amigo Nilo Dias! Em meio a tantas ocorrências negativas, tanto mar de lama na política sendo revolvido, tanta criminalidade chegando até nós através da mídia, não tive muito tempo de pensar que a Copa está chegando...

Pois bem, meu amigo, como boa brasileira, logo pensei: “Quero que o Brasil ganhe todas!”, “Quero que a final seja contra a Alemanha e a gente inverta o 7x1!”, enfim “Quero ser Hexacampeã do Mundo!!!”.

Mas (sempre tem um mas), quero um time que espelhe o bravo povo brasileiro que não foge da luta e acredita que tudo vai melhorar, um time  que jogue com os pés e também com a alma, que tenha garra, que tenha técnica, tenha amor pela nossa camiseta, pelo nosso país, pelo nosso povo e acima de tudo, que carregue em si o orgulho de ser brasileiro.

Enfim, amigo Nilo, é isso que espero da nossa seleção. E do nosso Brasil, espero que ele se erga do berço esplêndido e ressurja gigante pela própria natureza, fazendo cada dia mais nos sentirmos orgulhosos de sermos filhos dessa pátria amada!!! Pra frente, Brasil!!!! Salve a seleção!!!

MIGUEL MONTE

Jornalista e radialista. Assessor de Imprensa da Prefeitura Municipal de Jaguari


Que a seleção não nos humilhe novamente

A cada 4 anos, os brasileiros – apesar de dificuldades ou não por que passa o país -, sempre ficam na expectativa de que a seleção brasileira levante o troféu, ou seja, que seja campeã do mundial.

Independente da suba do combustível, da falta de maiores investimentos na saúde, educação, segurança e infraestrutura. E mesmo que muitos não tenham um emprego fixo e digno que lhes possibilitem colocar a comida na mesa de seus familiares.

Foi assim quatro anos atrás, quando sediamos pela segunda vez a Copa do Mundo. Todos esperavam que a seleção brasileira levantasse o troféu, mas o que infelizmente vivenciamos foi a maior humilhação de todos os tempos – bem maior do que a perda do título em 50 -, ao levarmos uma goleada do selecionado alemão.

Portanto, minha maior preocupação é que o “selecionado canarinho” não nos humilhe mais. Que tenha futebol e garra. Que os 23 jogadores escolhidos pelo treinador Tite, honrem a confiança neles depositada e joguem a exemplo de tantos que já vestiram a amarelinha, como: Pelé, Félix, Piazza, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto, Everaldo, Gerson, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Zico, Falcão, Sócrates, Cafú, Tafarel, Romário, Dunga, Marcos, e tantos outros.

Que possamos orgulhosos sentados à frente do aparelho de televisão, estufar o peito e dizermos: Esta é a nossa Seleção Brasileira!

Não é importante que não se levante o troféu de campeã, desde que não passemos pela mesma humilhação de 2014, onde assistimos estarrecidos a seleção da Alemanha - em pleno estádio Mineirão -,  nos humilhar a cada bola que balançava as redes do gol do selecionado do Brasil.

Plagiando o poeta Vinícius de Moraes que dizia: “Que me perdoem as muito feias, mas beleza é fundamental”. Eu digo: “Que me perdoem os jogadores da seleção brasileira, mas fazer bonito na Copa do Mundo é fundamental”.

Outra humilhação jamais. E se a boa apresentação no mundial vier com o título de campeã, aí lavaremos a alma que ainda está inundada pelos 7 gols sofridos da seleção alemã.

LIANE CHAVES

Advogada


A Bandeira verde e amarela da paz

Ano de Copa do Mundo é um ano pautado no verde da esperança, no amarelo do sol, no azul do céu e no branco da paz.

As pessoas “vestem a camiseta”, afloram suas alegrias até então, muitas vezes esquecidas, vibram, cantam e gritam “BRASIL, BRASIL” com garra, honra e orgulho de “SER BRASILEIRO”.

Os rostos são “pintados” não como forma de protestos e sim, pelo sentimento de patriotismo que invade os corações. Nos meios de comunicações o assunto é “Copa do Mundo”, e todas as demais manchetes perdem destaque a esta tão bela “festa do futebol”.

As pessoas “sem tempo” acham o “tempo” para ali estarem reunidas em dias de jogo. As famílias programam encontros e todos esquecem as “brigas cotidianas”, o franzir de uma testa ranzinza ou até mesmo aquela “velha mágoa” há anos armazenada no âmbito da “alma”. Tudo é alegria! Tudo é emoção!

E, então, nos perguntamos:- Por que somente em período de “Copa do Mundo” somos tudo isso? E, logo vem a resposta: - Porque estamos todos unidos no mesmo ideal, com os mesmos objetivos, vibrando na mesma sintonia, levantando a “mesma bandeira” e buscando o mesmo resultado.

Deixamos as posições de defesa, sejam elas, “lateral esquerda” ou “lateral direita”, viemos todos para o meio de campo assumindo nosso papel de “volante”, fazendo as ligações entre defesa e ataque para que a “jogada seja perfeita’”, somos zagueiro ou goleiro numa luta incessante para que a rede possa “tremer” com o mais lindo gol da vitória.

Sendo assim, vamos cada um de nós fazer a nossa parte nas mudanças necessárias para transformar nosso País e fazer crescer o patriotismo como um sentimento permanente onde teremos orgulho de ver “tremular” a Bandeira verde e amarela da paz.

LUIS FELIPE LEÃO

Funcionário da Saúde


Independência e justiça social

Como você sou de uma geração que viu a maior seleção de todos os tempos conquistar o tri no México e isso me tornou um torcedor exigente quando o assunto é Seleção Brasileira.

Quem viu Pelé e se indigna quando fazem comparações com o incomparável , aquela Copa foi emblemática por tudo pelo futebol apresentado, pela situação do país, com a ditadura assassina caindo em cima de quem quer que fosse, que expressasse um sentimento contrário a seus interesses.

Hoje o cenário é até parecido. Vivemos um golpe, temos uma boa Seleção, nem perto daquela. Mas para os padrões atuais é uma boa seleção com chances de trazer o hexa.

A diferença é que hoje os golpistas de agora não irão faturar com o momento de civismo e patriotismo que aflora em todas as copas. São tão imorais e sujos, que nem podem tentar semelhante fato.

Estou otimista, porque sou assim. A Seleção é um bem do povo, ainda que os 7 X 1 tenha nos ferido a alma.

A seleção é a Pátria, somos um povo sofrido, explorado, e que ainda hoje clama por independência e justiça social.

ANA RITA FAGUNDES LÉO

Mestre em Ensino de Línguas


Que se abram as cortinas

Meu amigo Nilo Dias passou-me a bola quicando e eu, na minha ignorada ignorância, matei-a no peito e estou até agora correndo atrás dela.

O foco do texto é “o que você espera do Brasil na Copa do Mundo”. Como ele me deu a liberdade de mudar o foco, optei por redigir um texto leve e solto, baseado no meu pensar, no meu olhar, talvez caolho.

Sinto dificuldade de apropriar-me dos recursos da linguagem técnica do futebol, mesmo acompanhando o Eduardo em sua trajetória como jogador profissional.

Porém, falar de futebol, nessa época, deixa-me à vontade, pois todo mundo fala com propriedade, notoriedade, ficamos ufanistas, somos 200 milhões de técnicos com chuteiras, somos tietes do Tite, “somos todos Tite”, até que o Tite nos prove o contrário. Cruzem os dedos, que Tite, opa, que Deus nos livre!!!

Temos uma característica única: a esperança até o último instante, nada, mas nada nos tira esse foco. Já dizia Mário Quintana: “A esperança é um Urubu pintado de verde!”, que seja, o que importa é acreditar até o urubu aparecer.

Com o olhar técnico-semianalfabeto, de torcedora da gema, minha expectativa para essa copa é a conquista do título para recuperar os traumas do passado e o do passado presente ainda hoje “entalado” com o placar de 7 X 1 contra a Alemanha.

Lançamos toda a esperança nos 23 jogadores e na comissão técnica, os quais construíram suas histórias até chegarem ao topo de sua profissão e que servem de exemplo para os jovens.

Também sabemos que as festas populares como carnaval e futebol são cortinas para encobrir os problemas estruturais, políticos, econômicos e sociais do País, mas, apesar de tudo, o carnaval e o futebol são o urubu pintado de verde em relação aos avanços do País.

É como se o Brasil permanecesse no berço esplêndido com o povo heroico fazendo “bilu, bilu”!  Então, que se abram as cortinas, que assistamos ao espetáculo, momento contraditório, mas o nosso povo brasileiro alegre, festeiro, embora sofrido, merece!

Não será uma bola na rede que de fato mudará o Brasil. Mas, com certeza, um voto na urna fará toda a diferença!

Queremos nada mais, nada menos trazer da Rússia o hexa. Que venha a Alemanha, a Espanha, a Rússia, a Argentina...

Queremos uma vaga no coração de cada craque e queremos sonhar, pois a capacidade de sonhar nos impulsiona a vencer os obstáculos. Sonhar com a bola na graciosidade do bailado nos pés dos jogadores chutando-a no gol e arrancando de nossa garganta o grito engasgado de campeão.

Só não queremos buscar o título no Posto Ipiranga!

ALEX SILVEIRA

Empresário rural e tradicionalista


Tite Gaúcho resgata nosso orgulho!

Sim, somos um povo que estava com o orgulho ferido pelos 7 X 1, uma humilhação sem precedentes! Mas graças ao Tite, um gaúcho, mago das palavras, da gestão de pessoas e honesto, agora temos fundadas esperanças de resgate do nosso orgulho maior!

O país do futebol não poderia perder este brio! Porque em tempos difíceis, de intolerância, de divisões políticas, de políticos desonestos que trabalham para os próprios bolsos, o único orgulho que nos resta em toda esta realidade é a Seleção Brasileira de Futebol.

Quem sabe, após a Copa, uma onda de otimismo e de comprometimento com o país se faça presente! Porque Tite, o mago da gestão de pessoas, é um exemplo para a classe política do nosso país. (Matéria publicada no jornal "O Fato", de São Gabriel-RS edição de 13 de junho de 2018)