terça-feira, 25 de setembro de 2012

A batalha de Caiboaté

*Essa foi uma das mais sangrentas batalhas da Guerra Guaranítica, na qual cerca de 1.500 índios guaranis perderam a vida confrontando os exércitos espanhol e português, incluído o grande líder Sepé Tiaraju.

A batalha foi travada na localidade de Caiboaté Grande, interior da cidade de São Gabriel. Hoje nessa localidade há um monumento em homenagem as vidas perdidas nessa batalha, há também uma cruz de cinco metros de altura em alvenaria que substituiu uma cruz de toras de madeira cravada no local por padres jesuítas logo após a batalha.

Do ponto de vista militar, tratou-se mais de um massacre que de uma batalha propriamente dita. Com duração de pouco mais de uma hora, do lado dos índios missioneiros é de se supor que não havia nenhuma artilharia, e mesmo armas de fogo em profusão. Fala-se na disposição das tropas indígenas em um formato de meia lua, dispostas frontalmente as tropas luso-hispânicas.

No entanto, não se retrata tal formação como sendo concôva ou convexa, nem qual sua finalidade, se havia disposição organizada das tropas, pelotões de cavalaria e infantaria distintos. Pela disparidade das baixas, cerca de 10 mortes do lado vencedor e 1.500 do lado perdedor, é também de se supor, tratar-se o "exército" missioneiro como uma massa de campônios liderada por alguns indígenas comissionados oficiais pelos jesuítas.

Do lado luso-hispânico, havia entre os espanhóis, poucos praças regulares, mais voluntários arregimentados junto a fronteira em sua imensa maioria, atraídos por promessas de saque. Pelos portugueses, todos eram soldados e oficiais regulares, servidos por duas centenas e meia de escravos negros, artilhados com nove peças de bronze e três canhoneiras pequenas de ferro.

Houve, sempre no campo das pressuposições baseadas nos parcos relatos da campanha, cobertura de artilharia sobre o avanço central da Infantaria, e o envolvimento nos dois flancos pela Cavalaria aliada, coisa que se perpetuou ainda mais apenas para dar azo a faina assassina dos muitos irregulares fronteiriços. (Fonte: Wikipédia)

No local onde se travou a batalha existe uma cruz de alvenaria, com cinco metros de altura. Nela está escrito o seguinte, em Guarani:


“A 7 de febrero anjo de 1756 Pipe omanô Cr. J. B. Tiaraju Guarani pipe sábado ramo a 10 de febrero Pedico Guarani guaçu Martes pe. 9 Taba uruguaia rebe gua 1500 soldados rebe hae beiaere Mburubichareta a mano ônga ape. A 7 de março pe. Oya pouca ângaco Cruz mtun Da. Miguel Mayra solds reta upe.”

Tradução para o português

"Em o ano de 1756 a 7 de fevereiro morreu o corregedorJosé Tiarayú em uma batalha que houve em um sábado.. A 10 de fevereiro em uma terça-feira, houve uma batalha em que morreram neste lugar 1500 soldados e seus oficiais pertencentes a 9 povos do Uruguai. A 7 de março mandou D. Miguel Mayra fazer esta cruz pelos soldados".  (Foto: Darlan Corral)  

Um monumento em forma piramidal, construído de pedras. lembra as vitimas do massacre. Está erguido no alto da Coxilha do Caiboaté, onde se deu a grande hecatombe jesuítica, de 1756, Na face frontal, uma grande placa de bronze tem a seguinte inscrição:

"Rolino Leonardo Vieira fez erigir em granito do município, este monumento simbólico, no local em que existiu outrora uma grande cruz mandada assentar pelos Jesuítas, comemorativa a Batalha do Caiboaté".  (Foto: Darlan Corral)

3 comentários:

  1. Sepé não morreu neste local e não participou dessa batalha que se deu após sua morte na Sanga da Bica.

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  2. E para que serve a placa? E para que serve o monumento? Se ele não moreu ai, onde foi?

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  3. Claro, depois de morto não teria como participar de nada. E nem é dito isso na matéria.

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