quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Clarim histórico

*Está exposto no Museu Nossa Senhora do Rosário Bonfim, antiga Igreja do Galo, em São Gabriel, um clarim histórico, feito em bronze e cobre, que teria sido usado em 20 de setembro de 1835, na tomada de Porto Alegre, a primeira vitória dos "Farroupilhas", na Guerra que durou 10 anos.

O clarim que se encontra em São Gabriel é considerado uma autêntica relíquia da "Revolução Farroupilha". Os registros do museu atestam que ele foi doado em 1932 pelo ex-governador de Santa Catarina, Ptolomeu de Assis Brasil, que era filho de São Gabriel. Segundo se sabe, ele devolveu o instrumento ao Rio Grande do Sul, pois teria sido levado para o Estado vizinho durante as ações militares que desencadearam a proclamação da "República Juliana", em 1839. 

Assim, quase um século depois de ter anunciado combates, avanços e recuos de tropas dos "Farrapos" que lutaram pela proclamação da República Catarinense, a peça acabou retornando ao solo rio-grandense. Esse clarim sempre anunciava todos os processos que o "Exército Farroupilha" realizava em Santa Catarina
.
Já o historiador Osório Santana Figueiredo lembra que, naquela época, cada exército tinha a sua corneta, e o corneteiro andava sempre ao lado do comandante, cumprindo uma função importante, sendo um verdadeiro instrumento de guerra.

O corneteiro oficial dos farrapos foi Antônio Ribeiro, que era peão da estância de Bento Gonçalves e permaneceu morando na estância Cristal, em Camaquã, após o fim da guerra, em 1845. Quando morreu, com mais de 80 anos, teria sido enterrado com sua inseparável corneta, que tantos combates anunciou nos 10 anos da Guerra dos Farrapos.

Tataraneto de Bento Gonçalves, o publicitário Raul Moreira disse que até o fim da vida Ribeiro manteve o hábito de tocar a corneta diariamente, como forma de homenagear o antigo líder, morto em 1847. Mas esta já é uma outra história. (Fonte: Jornal “Zero Hora”)

A corneta histórica, que se encontra exposta no Museu Nossa Senhora do Rosário Bonfim, em São Gabriel. (Foto: Félix Zucco - Agencia RBS)


3 comentários:

  1. Mais se ele foi enterrado com a corneta ?????

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  2. SE O CARA FICOU COM A CORNETA ATÉ O FIM DA VIDA " Quando morreu, com mais de 80 anos, teria sido enterrado com sua inseparável corneta" ???????????
    SE O CARA " Ribeiro manteve o hábito de tocar a corneta diariamente, como forma de homenagear o antigo líder, morto em 1847."????????????
    SE ELA ESTA LA : " teria sido levado para o Estado vizinho durante as ações militares que desencadearam a proclamação da "República Juliana", em 1839. "
    SE ELA ESTAVA LÁ E AQUI AO MESMO TEMPO ESTA CORNETA É MÁGICA!

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  3. Pelo que entendi a corneta que está no Museu de São Gabriel não é a de Antônio Ribeiro, sim uma outra utilizada quando da tomada de Porto Alegre. Pena que a matéria não diga quem tocou esse clarim.

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